Gabriel Bortoleto está prestes a concluir sua primeira temporada na Fórmula 1, e já se prepara para um novo desafio em 2024, quando assumirá o volante da equipe Audi. Apesar das mudanças iminentes nos regulamentos e na estrutura dos carros, o piloto brasileiro demonstra confiança e tranquilidade em relação ao futuro.
Na última quinta-feira (4), em coletiva de imprensa realizada antes do Grande Prêmio de Abu Dhabi, Bortoleto compartilhou suas reflexões sobre a temporada que está prestes a terminar. Ele destacou os aprendizados adquiridos ao lado de seu companheiro de equipe, Nico Hulkenberg, e os momentos marcantes que viveram juntos na pista.
Durante seu ano com a Sauber, Bortoleto focou em assimilar o máximo possível em uma das categorias mais desafiadoras do automobilismo. Após conquistar dois títulos consecutivos nas divisões inferiores, ele teve um desempenho sólido na F1, frequentemente se destacando próximo ao desempenho de Hulkenberg.
Um dos pontos altos da temporada foi a corrida realizada em Budapeste, onde o brasileiro se qualificou em sétimo lugar, avançando para o Q3 pela segunda vez após Silverstone, e finalizou a prova na sexta posição. “Não dá pra esquecer Budapeste. Acho que foi, até agora, minha melhor corrida da temporada. Uma ótima classificação no Q3, uma ultrapassagem na primeira volta e uma gestão eficaz dos pneus me levaram ao P6. Foi pura adrenalina e muito divertido”, comentou Bortoleto.
Ele também mencionou outras corridas memoráveis como as da Áustria, onde conquistou seus primeiros pontos, assim como Monza e Spa. Apesar das experiências anteriores na Fórmula 2 e 3 serem fundamentais para sua preparação, Bortoleto reconhece que a Fórmula 1 impõe desafios únicos que só se tornam evidentes ao assumir um cockpit nas equipes da categoria principal.
“A parte técnica foi um grande aprendizado. A quantidade de informações que recebi ao longo do ano e as lições com os engenheiros foram valiosas. No ano passado, após a temporada, eu basicamente não sabia nada sobre o carro ou o que precisava dele. É incrível ver como evoluí nesse aspecto”, disse ele.
Com a chegada de 2026, Bortoleto e outros novatos como Oliver Bearman e Andrea Kimi Antonelli não serão mais considerados estreantes. A expectativa é que as pressões aumentem à medida que suas performances são analisadas sob uma nova perspectiva. No entanto, o brasileiro mantém uma postura otimista: “No ano de novato há certas coisas que você consegue passar desapercebido. Mas estou ciente de que ainda tenho muito a aprender no próximo ano”.
Ele também observou que embora a Audi traga novas responsabilidades e expectativas, não sente uma pressão excessiva. “É apenas meu segundo ano na F1. Estou ciente da diferença entre mim e aqueles que estão aqui há anos”, refletiu Bortoleto.
A mudança regulatória prevista para 2026 pode representar um obstáculo adicional para os pilotos menos experientes. Contudo, Gabriel vê isso como uma oportunidade positiva: “Vim pulando entre carros novos por três temporadas seguidas agora. O próximo ano será um reset para todos”, afirmou ele, revelando sua empolgação com o novo regulamento.
“Pilotar um carro novo na F1 sob um novo conjunto de regras é uma experiência incrível. Vejo isso como uma grande oportunidade”, concluiu.
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